A Dra. Rebeca Brum, cirurgiã vascular em Icaraí, Niterói, avalia o lipedema, diferencia de celulite e linfedema e acompanha o tratamento conservador ao longo do tempo.
Falar no WhatsApp
O lipedema é uma doença crônica do tecido de gordura que aumenta pernas e, às vezes, braços de forma simétrica, com dor ao toque e roxos fáceis. A Dra. Rebeca Brum, cirurgiã vascular em Icaraí, Niterói, faz o diagnóstico pelo exame clínico, diferencia o quadro de celulite e de linfedema e acompanha o tratamento conservador, com compressão, exercício e cuidado com a alimentação.
Muitas mulheres convivem por anos com sinais de lipedema sem saber que existe um nome para isso. A avaliação costuma fazer sentido se você se identifica com alguma destas perguntas:
Nenhum desses sinais, isolado, fecha o diagnóstico. Juntos, eles merecem uma conversa com calma e um exame cuidadoso das pernas.
O lipedema é uma doença crônica em que a gordura se acumula de forma desproporcional, principalmente nas pernas e nos quadris, e em parte das pacientes também nos braços. Ele aparece quase sempre em mulheres e costuma surgir ou se intensificar em fases de mudança hormonal, como a puberdade, a gestação e a menopausa. A causa ainda não está totalmente esclarecida, e é comum haver outras mulheres na família com o mesmo padrão.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) incluiu o lipedema na Classificação Internacional de Doenças, a CID-11.2. Esse reconhecimento é importante, porque durante muito tempo o quadro foi confundido com obesidade ou com celulite, e muitas mulheres ouviram que bastava emagrecer.
A gordura do lipedema se comporta de um jeito diferente. Ela costuma responder pouco à dieta e ao exercício, embora o peso corporal e a atividade física continuem importantes para o bem-estar e para a evolução da doença. O aumento é simétrico, ou seja, atinge os dois lados de forma parecida, e geralmente poupa os pés e as mãos. Outros sintomas frequentes são a sensibilidade ao toque, a dor, a sensação de peso e a facilidade para formar roxos.
Não existe uma única área médica responsável pelo lipedema. O cirurgião vascular está entre os médicos que avaliam e acompanham a doença, porque o diagnóstico depende de diferenciar o lipedema de problemas das veias e dos vasos linfáticos, como as varizes e o linfedema, que muitas vezes aparecem junto. Angiologistas, dermatologistas, endocrinologistas e cirurgiões plásticos também participam do cuidado, conforme a necessidade de cada paciente.
Além dos médicos, o acompanhamento costuma envolver nutricionista, fisioterapeuta e profissional de educação física. A Dra. Rebeca organiza esse caminho com você: avalia as pernas, investiga as veias quando há sinais de insuficiência venosa, explica o diagnóstico e indica quais apoios fazem sentido no seu caso.
Lipedema, celulite e linfedema são confundidos com frequência, mas são condições diferentes. A tabela abaixo resume as diferenças mais comuns. A indicação de exames e de tratamento é individual, e só a avaliação médica separa um quadro do outro.
| Característica | Lipedema | Celulite | Linfedema |
|---|---|---|---|
| O que é | Doença crônica do tecido de gordura | Alteração da superfície da pele, com aspecto de casca de laranja | Acúmulo de líquido por falha na drenagem linfática |
| Distribuição | Simétrica, nas pernas e às vezes nos braços | Coxas, glúteos e abdome, sem desproporção marcada | Muitas vezes de um lado só, ou desigual entre os lados |
| Pés e mãos | Geralmente poupados | Não alterados | Frequentemente inchados |
| Dor ao toque | Comum | Incomum | Menos comum |
| Roxos fáceis | Comuns | Incomuns | Incomuns |
| Resposta à dieta | Pequena na região afetada | Variável | Pequena |
Os quadros também podem se somar. O lipedema mais avançado pode vir acompanhado de linfedema, e varizes podem aparecer nas mesmas pernas. Por isso a avaliação vascular completa ajuda a entender o que está acontecendo. Se as veias também incomodam, veja a página de tratamento de varizes.
As classificações costumam descrever o lipedema em estágios, de acordo com o aspecto da pele e do tecido de gordura. Em termos gerais:
Algumas classificações incluem um quarto estágio, quando o lipedema se associa ao linfedema. O estágio não define sozinho a intensidade dos sintomas: há mulheres no estágio 1 com muita dor e mulheres em estágios mais avançados com pouco desconforto. É por isso que o plano é montado a partir do que você sente, e não apenas da aparência das pernas.
Sim. Em parte das mulheres com lipedema nas pernas, os braços também são atingidos, principalmente a região entre o ombro e o cotovelo. O padrão se repete: aumento simétrico, sensibilidade ao toque e mãos poupadas, o que forma uma espécie de degrau na altura do punho. O lipedema apenas nos braços, sem as pernas, é bem menos comum.
Na consulta, a Dra. Rebeca examina também os braços quando há queixa, porque isso ajuda a confirmar o diagnóstico e a orientar o uso de compressão nessa região, se ela for indicada.
A consulta começa pela sua história. A Dra. Rebeca pergunta quando as mudanças começaram, como elas evoluíram nas fases da vida, o que você já tentou, quais sintomas mais atrapalham a rotina e se há outras mulheres na família com pernas parecidas. A escuta é parte do diagnóstico, porque muitas pacientes chegam cansadas de não serem levadas a sério.
Depois vem o exame das pernas e, quando houver queixa, dos braços: distribuição da gordura, simetria, aspecto da pele, sensibilidade ao toque, presença de inchaço nos pés e sinais de varizes. O diagnóstico do lipedema é clínico. Quando há suspeita de doença nas veias, o ultrassom com Doppler, exame que mostra o fluxo de sangue dentro dos vasos, pode ser pedido para completar a avaliação.
No fim, a Dra. Rebeca explica com clareza o que encontrou, quais caminhos existem e o que esperar de cada um. Quando ajuda, o plano é entregue por escrito. As consultas seguintes servem para acompanhar a evolução e ajustar o que for preciso.
O tratamento do lipedema é, antes de tudo, conservador e contínuo. O objetivo é aliviar a dor e o peso, melhorar a mobilidade e a qualidade de vida e acompanhar a evolução da doença. Os pilares mais usados são estes:
A meia de compressão, quando indicada, pode aliviar o peso e o desconforto. O tipo, a altura e o grau de compressão são escolhidos na consulta, conforme o formato das pernas e a tolerância de cada paciente.
Atividades como caminhada, hidroginástica, natação, bicicleta e musculação orientada ajudam a circulação e a força muscular. O exercício entra na conversa de forma realista, adaptado à sua rotina.
Uma alimentação equilibrada, com acompanhamento nutricional quando necessário, ajuda no controle do peso e no bem-estar geral, que influenciam os sintomas.
Consultas regulares permitem rever a compressão, avaliar as veias, observar mudanças e incluir outros profissionais quando for o caso.
A drenagem linfática e a fisioterapia podem fazer parte do plano em alguns casos. Em situações selecionadas, a cirurgia sobre o tecido de gordura do lipedema pode ser discutida. Essa possibilidade é avaliada caso a caso, depois do tratamento conservador, e a Dra. Rebeca conversa com você sobre indicações, limites e expectativas antes de qualquer decisão.
O lipedema é uma condição de longo prazo, e o cuidado acompanha as fases da vida. É comum que o plano mude com o tempo: uma meia diferente no verão, um ajuste no exercício depois de uma gestação, uma nova avaliação das veias quando surgem varizes. A ideia é que você saia de cada consulta sabendo o que fazer nas semanas seguintes.
Quando o incômodo principal é o inchaço no fim do dia, vale ler também sobre dor e inchaço nas pernas, porque as causas podem se misturar.
A Dra. Rebeca atende de forma particular no consultório em Icaraí e também por consulta online. O vídeo funciona bem para a primeira conversa, a revisão de exames e o acompanhamento, mas o exame das pernas presencial é importante para confirmar o lipedema. Dias, horários e formato são combinados pelo WhatsApp ou pela página de contato.
Os mais comuns são o aumento simétrico das pernas, e às vezes dos braços, com pés e mãos poupados, dor ao toque, sensação de peso, cansaço nas pernas e roxos que aparecem com facilidade.
O lipedema é uma doença crônica. O tratamento busca aliviar os sintomas, melhorar a qualidade de vida e acompanhar a evolução, com um plano ajustado a cada fase.
Em muitas pacientes, a compressão alivia o peso e o desconforto. O modelo e o grau de compressão são definidos na consulta, porque a indicação é individual.
A celulite é uma alteração da superfície da pele e não costuma causar dor. O lipedema aumenta o volume das pernas de forma desproporcional, com dor ao toque e roxos fáceis. O exame clínico faz a diferença.
Mesmo no início, a avaliação ajuda a entender os sintomas e a montar hábitos de cuidado com compressão, exercício e alimentação. O estágio não define sozinho o quanto a doença incomoda.
A gordura do lipedema responde pouco à dieta. Ainda assim, cuidar do peso e da alimentação ajuda no bem-estar e na evolução dos sintomas, por isso faz parte do plano.
Sim, para a primeira conversa, a revisão de exames e o acompanhamento. O exame presencial das pernas é importante para confirmar o diagnóstico.
Conte pelo WhatsApp o que você sente e há quanto tempo. A Dra. Rebeca responde com as opções de dia e horário, presencial ou online. Para conhecer outros cuidados, veja a página sobre trombose venosa, as perguntas frequentes ou volte à página inicial.
Do diagnóstico ao tratamento, com a técnica escolhida para cada perna e acompanhamento depois.
ConhecerAplicação nos vasinhos das pernas, em sessões, com avaliação individual de cada caso.
ConhecerTécnica que trata veias maiores no próprio consultório, sem internação.
Conhecer
Consultas no consultório de Icaraí, em Niterói, às segundas e aos sábados, ou online. Conte pelo WhatsApp o que você sente e o que gostaria de tratar.
Falar no WhatsApp · (21) 97844-6336